TEMPO DE REFLEXÃO – NATAL E SAUDADE!
Prof. Me. Ciro José Toaldo.

 

Nessa segunda parte dedicada à reflexão, nesse tempo propicio do natal, queremos enaltecer os aspectos positivos; aliás, esse será nosso último artigo de 2009, queremos rememorar ‘boas lembranças’, fazendo com que a saudade nos contagie; afinal, essa data tão importante para a história da humanidade, o natal, sem sombras de duvidas é a grande festa das famílias. Cristo conviveu com sua família, nasceu pobre, em meio aos animais, mas, como Filho de Deus, ainda em seu berço nos demonstrou que o próprio Deus necessita da convivência familiar.
Não existe a menor dúvida que a formação sólida e integral do ser humano passa pela vida em família. O que seria do mundo se na família não aprendêssemos lições de amor, respeito, humildade, seriedade, honestidade, justiça, carinho, dedicação, amizade e tantas outras virtudes? Essa é uma lição que não podemos esquecer. Infelizmente existem muitos que não conseguem ver na família os alicerces da vida social.
É pela convivência familiar que o ser humano terá equilíbrio, ponderação e será capaz de ver o mundo, não apenas para o seu próprio beneficio. Nesse tempo de reflexão não podemos esquecer da família de Nazaré que é um grande exemplo de simplicidade. Há mais de dois mil anos eles nos ensinam o segredo da felicidade humana: não se apegar aos bens materiais. Como seríamos pessoas diferentes se tivéssemos a família de Nazaré como sustentáculo de nossas vidas! É como diz o Padre Zezinho em uma de suas canções: ‘se as mães fossem como Maria, se os pais fossem como José e se os filhos parecessem com Jesus de Nazaré’ nosso mundo teria outro direcionamento.
No resgate da memória e da ‘saudade’, queremos expressar um pouco da nossa convivência familiar. Não sei como era possível, mas em nosso tempo de menino, natal era sinônimo de ‘família reunida’ e de festa. Essa era uma tradição dos avós maternos que na simplicidade conseguiam reunir toda a família de maneira especial: filhos, genros, netos, sobrinhos, tios, noras e sogros numa emocionante reunião familiar, aonde desde a chegada, tudo era preparado com carinho, não faltando calor e afago humano. Que belas confraternizações eram aquelas! Sem modéstia ou hipocrisia, era algo magnífico que ficávamos esperando o ano todo!
Esse emocionante encontro, regado com canções natalinas e repertório de canções italianas, levando velhos, adultos, jovens e crianças a se encantar com as melodias. São canções que jamais serão esquecidas.
Se esse tempo natalino é propício para reavivar as coisas boas da vida, também é um tempo de saudade e boas lembranças que devem ser reavivadas; mesmo que não tenhamos mais os ‘troncos’ - os avós – é preciso transmitir esses ensinamentos (pelo exemplo) aos nossos filhos e se esforçar para que tanto a união conjugal, como a familiar se perpetuem. Não há vivência familiar perfeita, mas é salutar guardar bons momentos da vida e, deixar de lado os sentimentos negativos que nos fazem sofrer. Natal é tempo de valorizar a vida familiar. Cristo continua clamando pela união dos lares, pela boa relação entre pais e filhos, entre esposos e esposas e entre netos e avôs.
Nesse tempo de preparação do natal busquemos o entendimento, perdão, humildade e, de modo especial coloquemos mais carinho e atenção junto daqueles que nos cercam. Cultivemos as boas lembranças. Deixemos com 2009 as amarguras, ódios e rancores que estão guardados em nosso coração. Acendamos com 2010 a fé, a esperança e a vontade de viver e fazer o bem vencer. Que o amor, a paz e a luz de Deus sempre se façam presentes em nossa vida. Que em 2010, nos momentos de dúvidas, incertezas e escuridão da vida, Cristo se torne nossa luz e esperança.




 



Voltar