Nessa segunda
parte dedicada à reflexão, nesse tempo propicio do natal,
queremos enaltecer os aspectos positivos; aliás, esse será nosso último
artigo de 2009, queremos rememorar ‘boas lembranças’,
fazendo com que a saudade nos contagie; afinal, essa data tão
importante para a história da humanidade, o natal, sem sombras
de duvidas é a grande festa das famílias. Cristo conviveu
com sua família, nasceu pobre, em meio aos animais, mas, como
Filho de Deus, ainda em seu berço nos demonstrou que o próprio
Deus necessita da convivência familiar.
Não existe a menor dúvida que a formação sólida
e integral do ser humano passa pela vida em família. O que seria
do mundo se na família não aprendêssemos lições
de amor, respeito, humildade, seriedade, honestidade, justiça, carinho,
dedicação, amizade e tantas outras virtudes? Essa é uma
lição que não podemos esquecer. Infelizmente existem
muitos que não conseguem ver na família os alicerces da vida
social.
É pela convivência familiar que o ser humano terá equilíbrio,
ponderação e será capaz de ver o mundo, não apenas
para o seu próprio beneficio. Nesse tempo de reflexão não
podemos esquecer da família de Nazaré que é um grande exemplo
de simplicidade. Há mais de dois mil anos eles nos ensinam o segredo da
felicidade humana: não se apegar aos bens materiais. Como seríamos
pessoas diferentes se tivéssemos a família de Nazaré como
sustentáculo de nossas vidas! É como diz o Padre Zezinho em uma
de suas canções: ‘se as mães fossem como Maria, se
os pais fossem como José e se os filhos parecessem com Jesus de Nazaré’ nosso
mundo teria outro direcionamento.
No resgate da memória e da ‘saudade’, queremos expressar um
pouco da nossa convivência familiar. Não sei como era possível,
mas em nosso tempo de menino, natal era sinônimo de ‘família
reunida’ e de festa. Essa era uma tradição dos avós
maternos que na simplicidade conseguiam reunir toda a família de maneira
especial: filhos, genros, netos, sobrinhos, tios, noras e sogros numa emocionante
reunião familiar, aonde desde a chegada, tudo era preparado com carinho,
não faltando calor e afago humano. Que belas confraternizações
eram aquelas! Sem modéstia ou hipocrisia, era algo magnífico que
ficávamos esperando o ano todo!
Esse emocionante encontro, regado com canções natalinas e repertório
de canções italianas, levando velhos, adultos, jovens e crianças
a se encantar com as melodias. São canções que jamais serão
esquecidas.
Se esse tempo natalino é propício para reavivar as coisas boas
da vida, também é um tempo de saudade e boas lembranças
que devem ser reavivadas; mesmo que não tenhamos mais os ‘troncos’ -
os avós – é preciso transmitir esses ensinamentos (pelo exemplo)
aos nossos filhos e se esforçar para que tanto a união conjugal,
como a familiar se perpetuem. Não há vivência familiar perfeita,
mas é salutar guardar bons momentos da vida e, deixar de lado os sentimentos
negativos que nos fazem sofrer. Natal é tempo de valorizar a vida familiar.
Cristo continua clamando pela união dos lares, pela boa relação
entre pais e filhos, entre esposos e esposas e entre netos e avôs.
Nesse tempo de preparação do natal busquemos o entendimento, perdão,
humildade e, de modo especial coloquemos mais carinho e atenção
junto daqueles que nos cercam. Cultivemos as boas lembranças. Deixemos
com 2009 as amarguras, ódios e rancores que estão guardados em
nosso coração. Acendamos com 2010 a fé, a esperança
e a vontade de viver e fazer o bem vencer. Que o amor, a paz e a luz de Deus
sempre se façam presentes em nossa vida. Que em 2010, nos momentos de
dúvidas, incertezas e escuridão da vida, Cristo se torne nossa
luz e esperança.
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